Anita

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Anita na padaria me esperando

Sabia que seria difícil dizer adeus pra casinha, pro quintal com bananeiras, visitado por araras, beija-flores e tucanos. Pro céu azul da Chapada, pro cheiro e pras cores do cerrado. Mas nada se comparou à despedida da Anita. Ela foi me escoltando até a rodoviária e, sem cerimônia, entrou na padaria e ficou assim, do meu lado, enquanto eu tomava café. Quando entrei no carro rumo a Brasília, ela quis entrar junto. Fechei a porta, ela pulou na janela do motorista. E agora estou aqui, na estrada, sem conseguir parar de chorar…