Sobre movimento constante, repouso e pistas de equilíbrio

Com alguma frequência, de tanto buscar respostas que só me escapam, apelo para o movimento. Saio à procura de lugares, geográficos ou não, que me propiciem reflexões, aventuras, alternativas, distanciamentos, vertigens, poesias, incômodos ou doses cavalares de desconhecido, pra que eu possa olhar para as velhas questões a partir de novas perspectivas. Dessas experiências mais radicais de cabeça livre, peito aberto e pé na tábua nunca saí de mãos abanando.

Por outro lado, ultimamente venho sentindo com mais intensidade os efeitos do repouso representado pela meditação. Fundamental permitir que, a partir desse suave exercício de quietude, sejam naturalmente catapultados o excesso de bagagem, as carapuças que já não vestem bem e os sapatos apertados que, além de privar nossos pés do solo que nos constitui, só fazem multiplicar dores e calos. A consequência desse não-movimento é abertura de espaço interno para novos pensares, sentires, fazeres e fluíres.

branquidão canhota

comportamento enviesado: o hemisfério esquerdo do cérebro controla os movimentos do lado direito do corpo. a porção canhota da cachola é a ilha da matemática, da percepção de detalhes, da lógica, da expressão verbal, da análise, do desenvolvimento de línguas, da prática e da organização, assim li por aí.

já o hemisfério direito do cérebro é o líder da esquerda do corpo, ninho da criatividade, da intuição, das melodias, da orientação espacial, das ideias e dos talentos artísticos.

ouvi um papo que o equilíbrio é o caminho (do meio) e que dá pra saber, pelo corpo, qual é a parte do cérebro que a gente anda castigando. dor no lado esquerdo é sinal de que as emoções estão gritando. alfinetadas no lado direito significam que a razão pede descanso.

me olho no espelho e tomo mais um susto: TODOS os meus cabelos brancos estão do lado esquerdo.