As Damas-da-noite

Declaro meu voto para as belas Damas-da-noite.

Porque elas exalam o odor que me encoraja quando o caminho é todo feito de sombras. Perfumam, insistentes, a despeito das trevas que espreitam adiante. Lá, onde gatunos e Excelências pardas conspiram contra qualquer sol que revele suas caras lavadas.

Ah, as despudoradas Damas-da-noite…

Ousam duelar contra o fedor de enxofre que se desprende do altar de deuses podres. E diante de um batalhão de porcos encardidos, oferecem seu perfume em sacrifício e se revestem de armaduras também feitas de flores.

Ah, essas Damas-da-noite e do mundo…

Ave mulheres cheias de asas! São primeiras-damas da vadiagem que, regadas por água de lata, cheiram a luta, se embriagam de rua e trocam as pétalas na Lapa.

Ah, as valentes Damas-da-noite!

Suas sementes voam livres em desacato ao breu da História. Germinam onde restava apagada a esperança e espalham o cheiro doce que anuncia a inevitável luz de um novo dia.

Aída

“Mulher de gosto”, assim sempre diziam. Nesse quesito, Aída, com seu nome de ópera, era unanimidade. Questão congênita:  ainda semente de gente, ingeriu em excesso o líquido amniótico que a envolvia. O incidente deixou sequelas permanentes: nascera com papilas gustativas super desenvolvidas e, assim, foi-lhe conferida a extrema capacidade de degustar tudo na vida.

Bem pequena, Aída  já saboreava auroras orvalhadas na montanha, engolia salgados entardeceres à beira-mar e devorava céus estrelados no campo. Rechonchuda, com cara de sapeca se desculpava por sua mania de comer flores e arrotar vastas pradarias. Caçava borboletas para bebericar as cores. Brincando de comidinha, preparava iguarias. Sua especialidade era o guisado de canto dos passarinhos. Mas, desde a mais tenra idade, seu petisco preferido era mesmo a liberdade.

Adolescente, com o apetite de mundo agigantado por hormônios indomáveis, se empanturrava de nuvens. Mascava a chuva, chupava o sol e se embriagava de lua. Numa noite dessas, trocando as pernas, desenvolveu uma curiosa predileção por abocanhar vaga-lumes. O estranho hábito dividiu opiniões: alguns davam de ombros, pois entendiam a excentricidade como mais um capricho de seu estômago indisciplinado. Outros lançavam o palpite: a menina, ambiciosa, queria iluminar-se pelo avesso. Interpelada a respeito, Aída apenas declarava que, em se tratando de vaga-lumes, era impossível comer só um.

Até que um dia, já adulta, sem querer veio o comedimento. Brotou, infeliz, com a notícia de uma triste partida que, de repente, fez de Aída alguém sem volta. Engasgou-se com a separação fatal e repentina. Incapaz de digerir saudade, perdeu a fome e, em seu lugar, surgiu outra pessoa, perdida e doída. Puída e aturdida. Roída, ferida.

Mas, com o passar do tempo aplacou-se o sofrimento e Aída reaprendeu a degustar, com requinte, o vento. E numa dessas tardes distraídas, ao engolir suaves e inofensivas brisas, sem querer sorveu um doce momento. Ingeriu perdidamente uma paixão flambada que a fez queimar a língua e, na garganta, multiplicar palavras inflamadas. Com ardor no peito e ventre em chamas, ela amou feito o diabo.

E do amor explodiu uma nova Aída, ainda mais faminta de vida…

Feitiço contra os lobos

É que preciso de vertigem pra me manter lúcida. Deixa eu te prevenir, apesar de pressentir o inevitável: essa sonambulância de cada dia uma hora mata por sufocamento. Minha sorte sempre foi este animal que carrego em mim: hospedeiro que exige cumplicidade, que esperneia, escava minha carne e uiva até me ensurdecer quando minha existência o faz sofrer de inanição.

Ingrata, sim. Sou e sei. Ele me livrou da morte tantas vezes, de sombrias desistências e indiferenças, e eu retribuí com buscas por venenos que esfarelam suas vértebras, lhe amputam as garras e adormecem os sentidos. Estes foram meus dois grandes equívocos: me recusei a reconhecer inimigos (por ignorar que talvez em suas tripas habite minha paz de espírito) e aprisionei este bicho que só faz me redimir.

Dia desses me disseram que eu era a melhor pessoa do mundo e meu corpo respondeu com um puta calafrio, desses de dançar na espinha, porque, num mundo de chagas abertas e veias arrombadas, elogio à bondade incondicional é tributo à omissão.

Apesar desta minha garganta há tempos entorpecida, sim, confesso omissões. Generosa? Permissiva. Bela? Bibelô do status quo. Apaziguadora? Promíscua com valores, crenças e lutas. Em vez de arrancar o mal pela raiz, neguei conflitos e adubei vilezas. Rendeu frutos, claro: em terra arrasada, floresceu o esterco.

Com presas de cão raivoso, ele outra vez acorda e, faminto, me estraçalha pelo avesso. Se transforma em vírus ácido que percorre minhas veias, corrói meus tecidos e invade meus poros;  me descabela, descasca máscaras e perfura carapuças; borra minha maquiagem e me perfuma a pele.

E eu, descalça e despida, corro por aí alucinada, inalando e exalando uma doce loucura outra vez.

Malandragem

Hoje resolvi comprar minha mesa nova para o computador. A entrega em casa com montagem representava um acréscimo de apenas 11 reais, porém a encomenda chegaria somente no dia 8. Como não aguentava mais não ter onde escrever, retirei hoje mesmo da loja. Carreguei a caixa de 12 quilos debaixo do braço pelo shopping pensando que a falta de carro ou de vassalos não me impediria de resolver minha vida. Paguei 13 reais no taxi e pronto.

Mas, chegando em casa, já disposta a começar a montagem, li no manual que o trabalhinho precisaria ser realizado por duas pessoas. Pensei na hora em ligar pro zelador, que quebra todos os meus galhos, mas confesso que me bateu um acanhamento ao imaginar a cara dele de quem pergunta “pra que serve aquele incompetente que anda frequentando o seu ap?”.

Resolvi, então, pedir ajuda pro meu irmão, mas ele só podia no sábado. Nisso, na minha face de super-mulher-independente-que-não-precisa-de-carro-nem-de-ninguém-para-resolver-a-vida começou a brotar, quase imperceptível, um biquinho de contrariedade.

Como queria mesmo uma desculpa para falar com o super eficiente que anda frequentando meu ap, mandei um sms pra ele: “Estou precisando tanto de um engenheiro…”. A resposta do rapaz não tardou: “E eu de uma morena linda, leitora de contos, para tomar vinho e ver a lua cheia”. Antes que eu voltasse das nuvens para responder qualquer coisa, outra mensagem dele chegou: “Mas pra que vc precisa de um engenheiro?”. E eu respondi o óbvio: “Como assim pra q? Pra contar contos, tomar vinho e ver a lua, ora bolas”.

Hoje vou desejar o que aqui está

Hoje, pra ser diferente, vou desejar tudo o que aqui está. Quero desistir de inventar outras existências e trocar minhas sempre urgentes novidades por um baú de saudáveis velharias. Quero exibir minhas roupas puídas, desfilar com meus sapatos gastos e resgatar esquecidas overdoses de utopia.

Quero entender minhas saudades como sorte, porque afinal só chora ausências quem teve a felicidade de ser impactado por marcantes presenças.

Quero a minha cabeça encontrada com o corpo, os dois no mesmo espaço-tempo. Quero parar de sonhar com uma casa no campo e aprender a cheirar a fumaça de óleo diesel que o meu cotidiano me empurra nariz adentro e goela abaixo. Quero a vida como ela é, com todas as contradições, pra que a palavra revolução não perca o sentido.

Quero deixar de buscar um constante estado de alerta, pois minha lucidez depende daqueles momentos de felicidade bêbada e distorcida.

Quero agradecer por cada amor contrariado, por todos os nãos que me moveram em direção a outros sins e novos encontros. Mas também quero lutar por minhas paixões antes de me forçar a criar novos sonhos já salgados pelas lágrimas das esperanças perdidas.

Quero fazer cair a ditadura da emoção sempre contida, celebrar a liberdade da entrega e o vexame do amor descabido. Quero chorar sem medo de sentir na pele e na boca o gosto da minha alma em carne viva.

Quero tomar vinho com minhas amigas enquanto pintamos as unhas de vermelho. E que a dança me invada outra vez.

Quero deixar de procurar Deus em algum lugar misterioso, longe ou alto demais e reaprender uma fé criança. Quero rezar o “pão nosso de cada dia nos dai hoje”, porque pra depois de amanhã não há mesmo garantia de brioche.

Quero parar de pensar tanto na falta que me fazem os companheiros que migraram pra longe do meu caminho, esquecer um pouco essa tristeza dos amores separados e lembrar a dádiva de ser uma ilha cercada de vida por todos os lados.

Diálogos II

−  “A beleza só existe quando alguém a admira”, um amigo meu sempre dizia. Houve um momento em que me percebia como uma bela mulher vivendo seu auge. Por me sentir tão plena (não ria de mim!), comecei a pensar que não fazia o menor sentido eu me envolver com alguém que não me enxergasse, ou que me desejasse sem saber me ter. Até que um dia olhei no espelho de sempre e só o que vi foi uma mulher envelhecida e profundamente só.

− Você não está sozinha. Além do mais, é uma mulher linda, deixe de besteira. Sempre foi, mas hoje tem esse ar de maturidade que lhe cai tão bem.

− Confesso que não me assusta envelhecer. Há beleza em todas as fases e as mulheres que admiro são precisamente as que vivem bem cada uma dessas etapas, que assumem suas rugas e cabelos brancos.

− Já eu tenho medo da decadência do corpo.

− Ah, meus receios não são estéticos, mas certamente sinto medo do corpo pifar, de enferrujar, de não conseguir amarrar o cadarço do sapato. Engraçado que pensei nisto quando comecei a fazer yoga: se me cuidar desde agora, que venham as rugas e os cabelos brancos, pelo menos não terei um corpo limitado. Deve ser libertador amarrar o cadarço do sapato aos 80 anos.

− Nunca fiz yoga, não posso falar dos benefícios, mas não me parece tão libertador viver me contorcendo e de cabeça pra baixo só para ganhar 10 anos.

− 10 anos? Como assim?

− Ora, qualquer pessoa, mesmo sem ter feito yoga a vida inteira, consegue amarrar o cadarço do sapato aos 70.

− Nunca havia pensado nisso…

Vênus e madrepérolas

Dia desses conheci uma mãe que me desconcertou. Puta merda, não duvido um milímetro dessa coisa de que mãe tem uma percepção diferente, mas olhar praquela mãe foi particularmente desconcertante porque a sensação era de reconhecimento e eu, que não acredito em vidas passadas, me vi vasculhada, lida e reconhecida a cada olhadela de relance daquela mãe.

Ela era belíssima, ou pelo menos a imagem registrada e mantida é de uma mulher belíssima, palpitante e parcimoniosa ao mesmo tempo, de voz mansa porém firme, mas, parando pra pensar, acho que nem sei dizer como ela é. Sim, lembro bem dos olhões azuis impressionantes, tanto mais porque cada vez que eu me deparava com eles me batia uma inquietação que me paralizava, se é que isso é possível, porque o desejo de fugir daqueles olhos tinha a mesma intensidade da vontade de espiá-los.

Meu fascínio pelas mães e mulheres é recente. Sempre tive muitos amigos homens e, coincidentemente, as minhas poucas amigas mulheres eram aquelas que tinham muitos amigos homens. Não saberia precisar em que momento a chave virou e eu passei a admirá-las (mulheres, mães de fato ou em potencial). Inventei aquele marco meio pomposo: o contato com Clarice Lispector, depois Simone de Beauvoir, Virginia Wolf, Adélia Prado. Afetação ou não, acho mesmo que faz sentido. Contribuiu também o fato de ter conhecido mulheres fantásticas, daquele jeito que o Vinícius falava, “mulher que se sabe mulher”, feito a Helô, que também é mãe.

Uma vez escrevi que durante a minha adolescência, e até bem pouco tempo atrás na verdade, nunca me imaginei mãe de menina. Muito provavelmente porque me assustava a idéia de ter que lidar com uma mocinha tão angustiada, dramática e visceral feito eu. Mas, nessa auto-análise, bem lúcida até, não considerei que fui criada desde os 11 anos pelo meu pai e que o fato de crescer num ambiente sem a figura materna há de alterar percepções e formas de relação.

Tardiamente ou não, parei pra prestar atenção nelas e muito freqüentemente sinto um certo “orgulho da espécie” quando vejo uma mulher que encanta. É isso. Orgulho é a palavra. Só consigo admirar. Disseram uma vez e concordei: as belas têm uma função importante no mundo. Acrescento: as inteligentes, as sensíveis, as neuróticas, as afetadas também – e até mesmo as angustiadas, dramáticas e viscerais.

Dispersão de público alvo

Véspera de feriado, quarta-feira com cara de sexta, decido sair com os amigos. Fico na dúvida em relação ao que vestir. Sabe quando mulher quer se sentir bonita? Pois então, ontem parecia ser meu dia. Experimento várias roupas, mas demoro até me dar por satisfeita. Na primeira tentativa, me sinto conservadora. Depois, ousada. Mulher fatal, Lolita. Muito casual, emperiquitada demais. Até que, enfim, me aprovo. Sóbria, de preto, um casaco de uma outra cor para quebrar um pouco. Blusa com decote sutil, bem feminina, nada vulgar. Dou um trato nas madeixas. Pouca maquiagem muito discreta. E pronto.

Saio e espero no local onde passariam para me buscar. Estou eu, maravilhosa, na rua, até que reconheço de longe o carro, que vem encostando, na minha direção. “Chegaram”, penso. Aí, resolvo bancar a engraçadinha: dou uma requebrada, coloco a mão direita na cintura, o dedo esquerdo na boca, faço biquinho e pisco os olhinhos. Sai de dentro do automóvel um cara que nunca vi mais gordo e me diz que me leva pra onde eu quiser. Minha alma se ausenta do meu corpo e volta a tempo de eu pedir desculpas por ter confundido os veículos absolutamente idênticos – e quantos outros não há?

Três minutos depois, entro no carro certo. A noite mal começou e eu já garantindo meu lugar de piada. Tudo bem, afinal, ainda me sinto ótima. Estacionamos, não muito perto, pela dificuldade de encontrar vagas. Começamos a andar, a chuva resolve voltar. Pras cucuias o capricho com os cabelos. Por fim, sentamos num bar e, como está abafado lá dentro, eu, já ligeiramente desgrenhada, tiro o casaco e penso que nem tudo está perdido: resta o meu decote.

Papo vai, papo vem, eu deixo o meu celular na mesa, porque espero uma ligação. Aliás, a ligação já está uma hora atrasada. Por fim, o telefone toca. Ufa! E eu achando que ia levar uma volta. Em cinco minutos ele chega, bêbado, sem a menor capacidade de distinguir o meu decote do avental do garçom. Em compensação, também não pode notar que estou descabelada, com a pouca maquiagem borrada e a calça manchada de molho madeira do filet mignon que devorei enquanto esperava por ele.

Na mesa ao lado, há um grupo de sete, a faixa etária média é de uns 45 anos, mas tem gente de seus 60. Avisto, depois, alguém em torno dos 30. Reparo que não param de me olhar. Será que isso se deve ao fato de eu estar desgrenhada e suja de molho madeira? Que nada. As mesas estão muito próximas, alguém segura no meu braço, sem que seja necessário levantar da cadeira, e me diz, olhando bem pro meu decote: “há, nessa mesa, três pessoas interessadas em você. Por que não nos dá seu telefone?”. Com uma olhada rápida, descubro de onde parte o interesse. Eu nem tinha reparado, mas há dois casais ali. Ou seja, o restante está me querendo.

Solto uma risadinha meio sem jeito, tentando ser simpática, mas não dou o número. Fico bastante impressionada com a ousadia. Perguntam meu nome, eu educadamente respondo, e me viro de novo para escutar o que o meu companheiro bêbado está dizendo, porque ele não pára mais de falar. Dali a três minutos, o pessoal da mesa ao lado me chama outra vez. Pedem licença ao cavalheiro embriagado que me acompanha e me entregam um papel, com quatro números de celular (pelo visto, um dos casais não é tão sério quanto imaginei) e quatro nomes: Sônia, Malu, Beth e Verônica. Junto, um convite para uma festa GLS num clube em Copacabana. Agradeço a gentileza e peço a conta.

O bêbado mora ali por perto, vai andando pra casa, e – que sorte! – eu nem preciso carregá-lo.

Da TPM e outros demônios

Li uma vez que a TPM é um fator atenuante no tribunal. Ou seja, uma mulher que cometa um crime no período pré-menstrual pode ter sua pena reduzida. Os juízes, ou legisladores, certamente homens, consideram que uma mulher na TPM sofre de “insanidade temporária”.

Nós, loucas em tempo integral, na verdade, saímos todas satisfeitas com tanta compreensão masculina.

Pois tenho uma teoria (sim, eu e minhas teorias): durante a TPM é quando se verifica o ápice da lucidez de uma mulher.

Explico: a sociedade ainda cobra e valoriza a doçura das mulheres. Ainda que isso signifique sermos boas filhas de pais carrascos, boas profissionais das empresas que nos tiram o sono, boas subordinadas dos chefes que nos exploram, boas companheiras dos maridos que nos atormentam, boas mulheres dos homens que nos trocam por nuas amantes, boas mães de adolescentes rebeldes e boas donas-de-casa nos horários de folga de todas as outras atividades acima descritas.

E isso é normalidade? Não. É torpor.

A costela de Adão, vindo assim de graça, devia ter algum defeito de fabricação. Vai ver que ela é um agente infiltrado dos homens, a pecinha chave, que faz com que nossos neuro-transmissores ignorem certas informações e quase todas as agressões sofridas. Uma farsa que se desfaz quando nossos hormônios intercedem por nós!

Ver demais, desde que o mundo é mundo, é uma manifestação do demônio. Lúcifer, diz a Bíblia, era um anjo de luz. Eva, quando comeu a maçã, viu que estava nua. No Ensaio sobre a cegueira de Saramago, enxergar representa um tipo de escravidão. Por outro lado, Tirésias, o vidente, semi-deus mensageiro de Zeus, era cego. Neo, em Matrix Revolutions, vira uma espécie de Tirésias.

Não por acaso, o demônio da visão sempre recai sobre personagens mulheres, enquanto a divina cegueira é dom exclusivo que somente toca aos homens.

Durante a TPM vejo tudo com mais clareza. Tomo decisões que jamais seriam tomadas em dias de torpor e estupor. Nesses meus ápices de lucidez, às vezes só duas opções se apresentam a mim: acabar com a opressão ou matar o opressor. Escolho sempre a primeira, ainda bem. Afinal, do contrário, como já sabemos, eu teria sérios problemas com os homens dos tribunais.