preces soltas por aí

pensei dia desses numa coisa que te disse em certa ocasião:  todas as vezes em que mergulhei em mim, encontrei você. lembro que cheguei a essa conclusão em uma noite olhando a lua da janela da minha sala. nunca mais esqueci dessa intuição e ela me conforta. quando me encontro, te encontro, e o mundo me sorri. o que me desanima é que esses encontros nunca são permanentes, há sempre um algo ou um outro que aparece para bagunçar meus eixos e colocar na corda bamba os meus frágeis pontos de equilíbrio. não digo isso em tom de queixa, pois assim, pleno de movimento,  deve ser tudo que é vivo, belo, natural e instintivo. mas o fato é que ainda não aprendi a equilibrar o copo de café quando o trem dá a partida.

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