Hoje, no consultório médico, li uma entrevista antiga da Carla Bruni concedida à Marie Claire. Reproduzo alguns trechos a seguir:
“De normal, Bruni não tem nada. Alta, bonita, colorida, sofisticada, poliglota, politizada, desencucada e esquerdista. Que homem resistiria? Bem, Mick Jagger não resistiu. Eric Clapton muito menos. E, somem-se a eles, outros 30 e poucos nomes [pelo menos é essa a letra de uma de suas músicas], incluindo o do atual presidente francês Nicolas Sarkozy, com quem ela se casou no ano passado depois de uma tumultuada, e litigiosa, separação – dele, é claro.
[...]
“Bruni é uma mulher diferente. Criada dentro dos mais tradicionais códigos sociais, vai logo dizendo que convenções não são seu forte. Por vezes já declarou, por exemplo, que a poligamia é mais natural do que a monogamia e que os homens que fazem a sua cabeça são aqueles com poderes nucleares. As letras de suas músicas, aqui e ali, podem sugerir uma certa apologia às drogas. Em uma delas, ‘Você é minha droga’, um blues elogiado pela crítica, ela canta que o amor é como um entorpecente -e ela teria composto a canção para o marido, possibilidade que deixa os eleitores conservadores de Sarkozy mais vermelhos do que a bandeira do partido comunista francês. Tem mais. Seu posicionamento político é radicalmente contrastado com o do marido: ele, de direita; ela, esquerdista convicta. Sem contar que a libido, para ela, é uma arma válida e bastante usada, especialmente nas canções ao ritmo de jazz, nas quais ela não apenas entoa frases eróticas, como o faz aos sussurros. Para incrementar o perfil da estrela da hora, em 2001, teve uma filha com o professor de filosofia Raphael Enthoven. Jogue tudo isso no liquidificador, misture bem, e você terá a primeira-dama francesa.”
E viva a França!

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